O Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril, visa promover discussões sobre temas globais, fomentar a saúde e incentivar a implementação de políticas públicas eficazes.
Anualmente, um tema específico guia as ações. Para 2026, o foco será “Ação Global pela Cobertura Universal de Saúde”, com ênfase na garantia de acesso a serviços essenciais para toda a população.
No Brasil, a saúde mental ganha destaque especial com o lançamento da inédita Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil), que é realizada pelo Ministério da Saúde com o propósito de mapear transtornos entre os adultos.
Nesse contexto, a Hapvida enfatiza a importância da busca por ajuda profissional como uma medida essencial para alcançar um equilíbrio na vida pessoal e no ambiente de trabalho.
Conforme explica Jênnifer Puls, psicóloga da empresa, a saúde psicológica deixou de ser considerada um assunto secundário e agora ocupa uma posição central na saúde integral, impactando diretamente fatores físicos, sociais e emocionais.
“Negligenciar a saúde mental gera consequências sistêmicas, diminuindo a flexibilidade e a capacidade cognitiva necessárias para enfrentar os desafios do dia a dia”, afirma Jênnifer.
Ela também observa que os transtornos mentais não se restringem apenas ao aspecto emocional: eles podem ter repercussões físicas, afetar o sistema imunológico e prejudicar relacionamentos sociais. “A qualidade de vida não pode ser sustentada apenas por sucesso financeiro ou aparência física quando há fragilidade emocional”, acrescenta.
Entre os sinais de alerta que merecem atenção estão sintomas frequentemente silenciosos que podem passar despercebidos na rotina diária. “Um dos mais comuns é o esforço excessivo para manter-se produtivo: a pessoa pode manter suas atividades sociais e profissionais, mas acaba enfrentando um colapso energético quando a pressão diminui”, esclarece.
Outros indicadores importantes incluem sono interrompido, mudanças no apetite, tensões musculares e problemas digestivos que muitas vezes não apresentam causas clínicas evidentes.
O início do ano pode agravar casos de ansiedade e exaustão devido à pressão por metas. “Quando a autocrítica se torna excessiva, isso pode levar ao surgimento de sintomas relacionados à ansiedade e depressão. Tentar produzir resultados imediatos sem considerar o tempo necessário para adaptação do cérebro resulta em esgotamento precoce”, adverte.
Para prevenir esses problemas, Jênnifer ressalta que hábitos simples e consistentes são fundamentais. “Fortalecer a saúde mental não requer mudanças drásticas; práticas como exposição à luz solar, pausas das telas, exercício físico regular e conexões interpessoais são altamente recomendadas”, orienta. Em alusão ao Dia Mundial da Saúde, ela finaliza com uma mensagem clara: “Não há saúde física sem saúde mental. Em um mundo que valoriza constantemente o desempenho, priorizar o bem-estar psicológico é um ato de resistência e inteligência”, conclui.
