Atlas/Bloomberg desafia decisão do TSE que suspendeu investigação sobre Flávio Bolsonaro

A Atlas/Bloomberg divulgou uma nota em resposta, rebatendo as acusações de “contaminação ideológica” na pesquisa que revelou os efeitos da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, após a divulgação de áudios em que solicita recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O instituto destacou que “pesquisas de opinião realizadas por outras instituições após o ocorrido demonstraram um padrão similar de impacto nas intenções de voto do candidato do Partido Liberal, com alguns estudos indicando até efeitos mais significativos do que os observados pela AtlasIntel. Esse dado corrobora que os resultados obtidos realmente refletem uma dinâmica da opinião pública naquele momento e não são fruto de qualquer tipo de viés metodológico”, conforme afirmado na nota.

Além disso, a Atlas/Bloomberg esclareceu que não reproduziu o áudio entre Flávio e Vorcaro para os entrevistados durante a pesquisa. O instituto também informou que não ofereceu oportunidades de retorno às perguntas anteriores ou modificações. O CEO da empresa, Andrei Roman, reiterou que a pesquisa, divulgada em 19 de maio, não possuía qualquer inclinação política.

Na segunda-feira (8), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, acatou um pedido do PL e suspendeu a divulgação dos resultados da pesquisa, a qual indicava uma redução de seis pontos percentuais nas intenções de voto do senador em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno.

Nunes Marques justificou sua decisão afirmando haver “suspeitas de indução ao eleitor” nas perguntas feitas pelo instituto. Esta decisão é provisória e será submetida à apreciação do plenário da Corte.

No despacho, o ministro mencionou uma entrevista dada por Andrei Roman à CNN, onde ele afirma que o áudio envolvendo Flávio poderia ser “extremamente problemático para a imagem” do pré-candidato e revelaria “fatos muito sérios”, capazes de afetar “a viabilidade dele neste ciclo eleitoral e sua continuidade na disputa”.

Nunes Marques também ressaltou que “o CEO da AtlasIntel reconheceu o viés político do conteúdo apresentado aos entrevistados e fez uma avaliação sobre o potencial impacto negativo eleitoral do pré-candidato mencionado na representação”.

Dado que a pesquisa já havia sido divulgada anteriormente, no despacho foi determinado ao instituto que se abstenha de realizar nova divulgação desse levantamento. “Assim sendo, defiro parcialmente o pedido liminar para ordenar à representada que se abstenha de promover nova divulgação, impulsionamento, republicação ou manutenção da pesquisa registrada sob o n. BR-06939/2026 em seus canais oficiais de comunicação até nova deliberação deste Tribunal Superior.”

By Midia ABC

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