Em frente ao comércio localizado na Rua Barbacena, no bairro Anair, foram fixados cartazes com pedidos e questionamentos dos vizinhos da família Aguiar, desaparecida há quase 15 dias. Os moradores pedem por uma solução, criticam a demora nas investigações e questionam a falta de perícia do carro vermelho e a troca do delegado responsável pelo caso.
Os donos do estabelecimento, Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar, ambos com 69 e 70 anos, desapareceram após o sumiço da filha, Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos.
Na manhã desta terça-feira (10) o ex-marido de Silvana, que é brigadiano, foi preso pela Polícia Civil. As autoridades acreditam que as vítimas possam estar mortas.
“Eram pessoas muito queridas”
O estabelecimento comercial está localizado em um bairro simples em Cachoeirinha, em uma esquina de ruas com diversas residências. Alguns moradores aparecem timidamente para observar o movimento, enquanto os cachorros latem ao redor.
Um vizinho que retornou recentemente da praia ao lado da casa da família Aguiar está pouco informado sobre a situação. Mais adiante na rua estreita, uma moradora lamenta o ocorrido, destacando a importância dos Aguiar na comunidade.
“É uma tristeza porque eram pessoas muito queridas pela comunidade, por todo o bairro. Estamos orando para que sejam encontrados logo e com vida. Sabemos que nesse ponto pode ser difícil, mas estamos rezando. É realmente muito triste o que aconteceu”, diz emocionada.
Prisão de brigadiano
O brigadiano foi detido temporariamente. O delegado responsável pelo caso explica que a prisão é para fins de investigação. A Brigada Militar informou que o policial militar será afastado do serviço enquanto as investigações prosseguem.
O que se sabe sobre a investigação
Até o momento, o laudo do celular de Silvana, encontrado no último sábado (7) após uma denúncia anônima, é peça-chave na investigação. A Polícia aguarda laudos genéticos e análises de dados para avançar nas apurações. Acredita-se que uma mensagem publicada em rede social sobre um acidente com Silvana tenha sido falsa, com o objetivo de desviar a atenção das autoridades.
Sobre a motivação do ex-marido, o delegado informa que ainda existem muitos elementos a serem confirmados nas investigações.
O desaparecimento
Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, desapareceu no final de semana de 24 de janeiro. Após uma publicação que mobilizou os pais, Dalmira Germann de Aguiar, 70, e Isail Vieira de Aguiar, 69, em busca da filha, o trio desapareceu e não foi mais visto pela família.
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