Apatia e apetite
Desde agosto, o Banco Central (BC) incorporou oficialmente a “prescrição futura” (forward guidance) ao seu arsenal de instrumentos monetários, em adição à taxa de juros básica, a Selic, bem como outras ferramentas, por exemplo, depósitos compulsórios ou requerimentos de capital. Convencido da (quase) impossibilidade de redução adicional da Selic – diagnóstico que não compartilho, mas fazer o quê? –, o BC busca estimular a economia por meio da promessa de manutenção da Selic nos níveis atuais por um período longo de tempo. Espera-se, assim, influenciar as taxas mais longas de juros e, portanto, a atividade, empurrando a inflação de volta…
