Empresários de bares e restaurantes pedem ao governo de SP regras mais flexíveis de funcionamento

Os estabelecimentos ficaram 104 dias fechados devido a pandemia do coronavírus. O setor pede autorização para trabalhar até as 23h. Empresários de bares e restaurantes pedem regras mais flexíveis ao governo diante da crise
Desde o começo da pandemia de Covid-19, quase 12 mil bares e restaurantes fecharam as portas na cidade de São Paulo. Por conta disso, os empresários do setor pedem regras mais flexíveis ao governo de São Paulo para flexibilização da quarentena.
“Nós temos que aprender com os países que já tiveram a doença e que estão na nossa frente. A Espanha é um exemplo. A Espanha teve um pico de casos em abril desse ano: 8 mil casos por dia. Agora depois que a Espanha flexibilizou as atividades no período noturno como de discotecas, de bares, como as atividades de lazer noturno, uma das razões para que tenha esse aumento, essa retomada no número de casos semelhantes que teve no mês de abril. Então a resposta do comitê nesse momento é que não vai estender o prazo de 22 horas para as 23 horas”, disse José Medina, coordenador estadual do Centro de Contingência da Covid-19.
Sobre a negativa do governo de São Paulo, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) disse, em nota, que os bares e restaurantes estão preparados para ampliar o horário de funcionamento com segurança e sem colocar em risco os clientes e funcionários.
Reabertura na capital paulista
Os estabelecimentos ficaram 104 dias fechados devido a pandemia do coronavírus na cidade de São Paulo. O prefeito Bruno Covas (PSDB) assinou em 04 de julho os protocolos que definiram as regras de reabertura, após a cidade de São Paulo ingressar na fase amarela do Plano SP de flexibilização econômica.
A reabertura foi autorizada após o setor se comprometer com as regras de distanciamento estabelecidas pelas autoridades de saúde da cidade. Inicialmente, o setor estava autorizado a funcionar apenas até 17h, mas o governo paulista autorizou o funcionamento noturno do setor até as 22h em 31 de julho, desde que obedecidas as regras sanitárias estabelecidas pelas prefeituras locais.
Veja abaixo as principais determinações do protocolo na capital paulista:
Ocupação máxima de 40% da capacidade do estabelecimento;
Distância de 2 metros entre as mesas e de 1,5 metro entre as pessoas;
Máximo de 6 pessoas por mesa;
Proibição de consumo nas calçadas;
Atendimento deve ser feito apenas para clientes sentados;
Uso obrigatório de máscaras por clientes e funcionários no estabelecimento. (Apenas quando estiver sentado em sua mesa, o cliente poderá deixar de utilizar a máscara);
Proibição de aglomerações;
Disponibilizar álcool gel para higienização das mãos;
Barreiras de acrílico devem ser instaladas nos caixas e balcões de alimentos;
Temperos e condimentos devem ser fornecidos em sachês;
Cardápios deverão ser disponibilizados digitalmente ou em quadros na parede;
Funcionários devem usar máscaras, viseiras de acrílico e luvas;
Pratos, copos e talheres devem ser higienizados;
Guardanapos de tecido estão proibidos;
Ambiente deve ser submetido a um intenso processo de limpeza;
Funcionários que apresentarem sintomas de síndrome gripal devem ser testados;
Apoio a colaboradores com dependentes no período em que creches e escolas estiverem fechadas.
Prefeitura de SP publica decreto que libera ocupação de calçadas por bares e restaurantes
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By Midia ABC

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