Valor pago de Auxílio Emergencial no Alto Tietê cai 66% entre maio e julho; beneficiários reclamam de cortes


Maio foi o segundo mês de pagamento do benefício e o que apresentou o maior valor pago, já no mês seguinte começou a queda, que se acentuou em julho. Mais de 500 mil pessoas receberam pelo menos uma parcela do auxílio emergencial no Alto Tietê, mas números estão em queda desde junho
Carlos Trinca/EPTV
O montante pago de Auxílio Emergencial no Alto Tietê caiu 66% entre os meses de maio e julho deste ano. Os números de agosto ainda não estão disponíveis.
O benefício foi prorrogado até dezembro deste ano, mas com redução de 50% no valor, nos últimos quatro meses. Ainda assim, beneficiários reclamam de terem a parcela cortada em agosto.

O G1 questionou o Ministério da Cidadania sobre a queda no pagamento do benefício, bem como dos cortes relatados por beneficiários, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.
Apesar de a primeira parcela ter sido paga em abril deste ano, como forma de ajudar financeiramente as pessoas de baixa renda durante o isolamento social, foi em maio que o benefício atingiu o maior valor em todos os dez municípios da região. Em junho, o montante total pago passou a cair e despencou em julho, de acordo com os dados divulgados no Portal da Transparência.
A Controladoria-Geral da União detalhou os números de beneficiários. As cidades com maior população lideram com mais pessoas atendidas pelo programa. Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes aparecem com mais de 123 mil beneficiários.
Já as menores, Salesópolis (5.875) e Guararema (9.910) tiveram consequentemente os mais baixos números de moradores assistidos pelo auxílio. No total, 505.394 receberam o Auxílio Emergencial no Alto Tietê até julho, ainda que apenas uma parcela.
Cortes
A vendedora autônoma de cosméticos Natascha Marra Sarah, 35 anos, moradora de Mogi das Cruzes diz que teve o benefício do Auxílio Emergencial suspenso em agosto, após receber duas parcelas. Ela tem uma filha de 2 anos e, de acordo com o edital, deveria receber a parcela de R$ 1,2 mil por ser mãe solteira. No entanto, ela afirma que nas duas vezes em que recebeu os depósitos foram de R$ 600.
“Por eu ser autônoma, eu tinha me programado para pagar contas com esse dinheiro, e também poder comprar os produtos, para ter mercadoria para voltar a trabalhar. Mas eu fiquei desesperada com o cancelamento da minha parcela e sem poder trabalhar”, disse.
Natascha diz que o benefício aparece como bloqueado no site da Dataprev, porque a numeração de CPF da mãe dela e também da filha são inexistentes.
Depois que soube disso, ela conta ter recorrido para a Defensoria Pública do Estado, mas recebeu a informação de que precisa ir até uma agência da União.

By Midia ABC

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