
Embora a média diária de mortes venha caindo nos últimos dias, a variação ainda é considerada como estabilidade pelos especialistas. Também foram registrados 10.465 novos casos confirmados de Covid-19, levando o total para 776.135 em todo o estado de São Paulo. Movimentação de funcionários e pequenos grupos familiares no sepultamento de se seus entes no Cemitério da Vila Formosa, na zona leste da capital paulista, que abriu novas covas para vítimas da covid-19, na manhã deste sábado, 22 de agosto de 2020. O Brasil tem o total de 3.532.330 casos confirmados e 113.358 óbitos da doença. O Estado de São Paulo computou 735.960 casos confirmados e 28.155 óbitos.
Antonio Molina/Estadão Conteúdo
O estado de São Paulo registrou 282 novas mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, totalizando nesta quarta-feira (26) 29.194 desde o início da pandemia. Segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde, também foram registrados 10.465 novos casos confirmados de Covid-19, levando o total para 776.135 confirmações desde o início da pandemia.
As novas confirmações em 24 horas não significam, necessariamente, que as mortes e casos aconteceram de um dia para o outro, mas que foram contabilizadas no sistema neste período. Os números costumam ser menores nos finais de semana e às segundas-feiras, devido ao atraso nas notificações nestes dias.
A média móvel de mortes, que leva em consideração os registros dos últimos 7 dias e minimiza as diferenças das notificações, é de 229 óbitos por dia nesta quarta. Como o cálculo da média móvel leva em conta um período maior, é possível medir de forma mais fidedigna a tendência da pandemia.
Na terça-feira (25) o estado de São Paulo completou três meses (90 dias consecutivos) com a média de mortes por coronavírus acima de 200 por dia.
A variação da média móvel foi de -15% em relação ao valor registrada há 14 dias. Embora a média dos novos registros venha caindo, a variação ainda está dentro do que os especialistas consideram como estabilidade. Portanto, o chamado platô da curva epidemiológica em um valor alto de mortes ainda permanece no estado.
A média móvel de casos diários é de 7.823 nesta quarta. O número de casos inclui resultados positivos em exames laboratoriais para Covid-19, tanto do tipo rápido, que verifica apenas a presença de anticorpos, quanto do tipo que analisa a presença do vírus no organismo – o chamado exame RT-PCR.
O governo de São Paulo afirma que o estado já começou a sair do platô e apontou na segunda-feira (24) para redução que aconteceu no número de mortes na última semana e no de novas internações de pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19.
“São Paulo foi e continua sendo o epicentro da pandemia no Brasil, mas as medidas que estamos tomando aqui têm permitido o atendimento a todos que precisam. A queda no número de casos, a queda no número de óbitos nos conforta porque estamos falando em vidas que estão sendo poupadas, mas repito que não é hora de celebrarmos, é hora de ainda nos mantermos dedicados e firmes no combate ao coronavírus”, disse o governador João Doria (PSDB).
Veja os novos registros no estado de SP nas últimas 24 horas:
282 novas mortes
10.465 novos casos
Veja o total no estado de SP desde o início da pandemia:
29.194 mortes
776.135 casos confirmados
Reinfecção por coronavírus
O Hospital das Clínicas de São Paulo investiga casos de pacientes com suspeita de reinfecção pelo coronavírus. Pesquisadores estão fazendo sequenciamento genético para avaliar se são vírus diferentes, se houve mutação ou se o mesmo vírus da primeira infecção voltou a se manifestar. Outros pacientes também estão sendo monitorados pela USP de Ribeirão Preto.
Em Hong Kong, cientistas informaram que um paciente de 33 anos, sem doenças pré-existentes, pegou o vírus pela segunda vez, quase cinco meses depois da primeira infecção. Bélgica e Holanda também relataram diagnósticos parecidos.
Sobre o caso de Hong Kong, o coordenador do Centro de Contingência da Covid-19, José Medina, disse nesta quarta-feira (26) que gostaria de tranquilizar as pessoas sobre a ameaça de reinfecção.
“Uma pessoa de Hong Kong que apresentou uma reinfecção por coronavírus, essa pessoa apresentou uma infecção há 4 meses atrás e agora num resultado de exame achado durante a triagem no aeroporto ela mostrou um outro coronavírus que tem uma diferença de 24 bases comparado com o primeiro. Então, isso tem trazido alguma preocupação e a minha proposta é tranquilizar que essa preocupação não tem muito sentido”, afirmou Medina.
“Esse caso só ajuda a pensar a entender como que esse vírus vai se comportar no futuro, se ele vai desaparecer, se vai ser um vírus cíclico, se ele vai manter a sua atividade durante alguns anos, ou não. Então, não tem nenhuma importância epidemiológica e nem é um vírus novo que tá causando a mesma doença na comunidade”.
No Brasil, a discussão começou depois que médicos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto divulgou o caso de uma técnica de enfermagem, de 24 anos, que trabalha em uma Unidade Básica de Saúde. Pesquisadores da USP ainda analisam os exames, para confirmar se ela foi mesmo contaminada mais de uma vez.
“É normal ter modificação viral como essa, até no Brasil os vírus que estão circulando, os coronavírus que tão circulando no Brasil tem bastante modificação, é até uma forma de identificar qual a origem geográfica do vírus e se é o mesmo vírus que tá circulando no país todo. A fiocruz já identificou diversas formas diferentes de vírus, diversas modificações virais”, disse Medina.
Internações e UTIs
Nesta quarta, a taxa de ocupação dos leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) está em 54,9% no estado e 52,9% na Grande São Paulo. Na terça, os índices eram de 55,2% no estado e 53,2% na Grande São Paulo.
O número de pacientes internados com suspeita ou confirmação de Covid-19 no estado caiu de 11.549 para 11.342, sendo 6.355 em enfermaria e 4.987 em unidades de terapia intensiva (UTI). Na terça, eram 6.459 em enfermaria e 5.090 em UTI.
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Estado de SP registra 282 mortes por coronavírus em 24 horas e total chega a 29.194 mil desde início da pandemia
